quarta-feira, 24 de outubro de 2018

A primeira mulher membro de um governo português?

Quem foi a primeira mulher membro de um governo português?


Maria Teresa, a primeira mulher a desempenhar cargos governativos em Portugal.

Nascida em Angola em 1929, a licenciada em Direito com média de 16 valores já tinha chefiado o gabinete de Estudos Económicos e Financeiros do BNU quando Marcello Caetano a indigitou para o cargo de subsecretária de Estado da Saúde e Assistência. Este acabou por ser um dos sinais da chamada primavera marcelista, já que ao longo de quatro décadas Salazar nunca chamou nenhuma mulher a participar no governo da nação. No dia 20 de Agosto de 1970, o vespertino “A Capital” noticiou a nomeação de Maria Teresa Cárcomo Lobo para o Executivo de Marcello Caetano. “Uma senhora, pela primeira vez, membro do Governo”, foi o título. A advogada manteve-se no cargo até Julho de 1973.
Entre as intervenções parlamentares destacam-se a participação na discussão, na especialidade, da proposta de lei do IV Plano de Fomento, a apresentação de um requerimento solicitando diversas informações relacionadas com a acção do Comissariado do Governo para os Assuntos do Estado da Índia e um requerimento relativo a aspectos da protecção e defesa dos animais. Participou também no debate, na especialidade, da proposta de lei sobre transplantações de tecidos ou órgãos de pessoas vivas.
Mais tarde, foi viver para o Brasil depois da Revolução de Abril onde continuou a sua actividade profissional; foi juíza Federal no de Janeiro, e aposentou-se em 1999.

Tomada de posse: https://arquivos.rtp.pt/conteudos/tomada-de-posse-de-maria-teresa-carcomo-lobo/

Fonte: Jornal económico (António Sarmento)

Antigo navio de comércio grego é encontrado intacto no Mar Morto

A expedição anglo-búlgaria registou mais de 60 naufrágios que vão da Antiguidade até o século XVII, sendo o mais antigo, com data de 400 anos antes de Cristo, encontrado nesta terça-feira (23/10) praticamente intacto.
Foto - HO / Black Sea MAP/EEF Expeditions / AFP
Um navio de comércio grego antigo, de mais de 2.400 anos, foi encontrado praticamente intacto no fundo do Mar Negro, o mais antigo naufrágio conhecido no mundo, anunciou nesta terça-feira (23/10) uma expedição anglo-búlgara. 
"Nunca pensei que seria possível encontrar intacto, e a dois quilômetros de profundidade, um barco que data da Antiguidade", declarou o professor Jon Adams, diretor do Centro de Arqueologia Marítima da Universidade de Southampton (sul da Inglaterra). 
A expedição Black Sea MAP (Maritime Archaeology Project) fez sondagens durante mais de três anos a 2.000 km de profundidade no Mar Negro, na costa da Bulgária, com um sonar e um veículo teleguiado, com várias câmaras concebidas para a exploração em águas profundas. 
A equipe registrou mais de 60 naufrágio que vão da Antiguidade até o século XVII. O mais antigo, com data de 400 anos antes de Cristo, foi encontrado a uma profundidade em que a água carece de oxigênio e pode "conservar as matérias orgânicas durante milhares de anos", afirmou a equipe do Black Sea Map. Os destroços do navio foram datados com carbono 14. 
Este é um "tipo de barco de comércio grego" que até agora só havia sido observado nas decorações das "antigas cerâmicas gregas", indicaram os cientistas.

Por: AFP - Agence France-Presse. Publicado em: 23/10/2018

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

A conservação e restauro de obras de arte

O restauro de obras de arte é um trabalho especializado, minucioso, mas invisível.
Quando encontramos uma obra de pintura, escultura ou edifício que foi alvo de uma restauro, raramente nos lembramos de que tal só é possível porque uma equipa de técnicos especializados trabalhou bastante para nos garantir a conservação desse património.
Imagem - patrimoniocultural.gov.pt

Sabia que em Portugal há...
"(...) profissionais com vasta experiência nas diferentes áreas de especialização. Conservadores-restauradores, físicos, químicos, biólogos e técnicos de fotografia e radiografia, constituem as equipas multidisciplinares que permitem a implementação e o desenvolvimento da disciplina da conservação."
Espreite aqui!
Conservação e Restauro 
Laboratório José de Figueiredo

domingo, 14 de outubro de 2018

Homenagem aos heróis do Augusto de Castilho

O navio Augusto de Castilho
O pequeno navio patrulha (erradamente designado caça-minas) Augusto de Castilho era um antigo barco de pesca reconvertido num navio de guerra cuja principal função, no decorrer da I Guerra Mundial (1914-1918) era a patrulha de alto mar, a deteção de minas e a escolta de de navios.

A 14 de outubro de 1918, quando escoltava o navio São Miguel, que se dirigia da Madeira para os Açores, foi surpreendido pelo ataque de um submarino alemão U-139. 


O navio de guerra português tinha um equipamento bélico muito inferior ao submarino alemão, mas enfrentou-o corajosamente durante cerca de duas horas. Assim, permitiu a fuga do paquete São Miguel que transportava 206 pessoas, entre tripulantes e passageiros.

O navio patrulha Augusto de Castilho acabou afundado pelo submarino alemão comandado por Lothar Von Arnault de la Periére, mas os portugueses lutaram heroicamente até ao último momento. Nessa batalha naval 6 militares portugueses perderam a vida: o comandante do navio que era o 1.º Tenente Carvalho Araújo, assim como um oficial e quatro praças.

Os elementos da tripulação que conseguiram sobreviver demonstraram grande coragem e resiliência pois usando apenas uma baleeira remaram durante seis dias, através do Atlântico, até à ilha de São Miguel.

Imagens após o combate entre o U-139 Alemão e o  “Augusto de Castilho”

Aqui ficam os testemunho do combate contados por dois homens que estavam a bordo do navio. Izidoro Pereira, grumete, entrevistado em 1993, e Luiz José Simões, sargento maquinista, entrevistado em 1958. 
Entrevista a Luiz José Simões sobre afundamento do Augusto Castilho

Fontes: 
Diário de Notícias n.º 29692, de 14-10-1946, p. 1
Marinha Portuguesa - Imagens após o combate entre o U-139 Alemão e o Caça-minas “Augusto de Castilho” Publicado em 12/10/2018

O Prémio Nobel da Paz


O prémio Nobel da Paz
Atribuído a Denis Mukwege  e Nadia Murad

Denis Mukwege, com 63 anos, é um médico ginecologista congolês que tem desenvolvido uma ação humanitária na República Democrática do Congo, onde trata mulheres vítimas de violação. O médico é um dos maiores especialistas mundiais na reparação e tratamento de danos físicos provocados por violação e no seu hospital em Bukavu trata mulheres que foram violadas por milícias na guerra civil do Congo. Durante os 12 anos de guerra tratou mais de 21.000 mulheres, algumas mais do que uma vez, chegando a fazer mais de 10 cirurgias por dia. Mukwege também já foi galardoado com os prémios Olof Palme (2008), Sakharov (2014) e veio a Portugal receber o Prémio Calouste Gulbenkian em 2015.

Nadia Murad é uma ativista de direitos humanos yazidi

Nadia Murad é uma ativista de direitos humanos yazidi e é, desde setembro de 2016, a primeira Embaixadora da Boa Vontade para a Dignidade dos Sobreviventes de Tráfico Humano das Nações Unidas. Murad, então com 21 anos, foi sequestrada pelo grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Agosto de 2014 e mantida como escrava sexual na cidade de Mossul. Nadia Murad fugiu em Novembro de 2014, conseguindo chegar a um campo de refugiados no norte do Iraque, e, em seguida, a Estugarda, na Alemanha. Desde então tem sido porta-voz da causa yazidi, tal como a sua amiga Lamia Haji Bachar, com a qual venceu, em conjunto, o Prémio Sakharov do Parlamento Europeu em 2016.Estima-se que mais de 3.000 yazidis permaneçam desaparecidos.
Fonte:Revista Visão

terça-feira, 9 de outubro de 2018

"A Descoberta do século"


Em declarações à agência Lusa, o diretor científico do ProCASC, Jorge Freire, explicou que os vestígios da nau foram encontrados a uma profundidade média de 12 metros, junto ao Bugio, e abrangem uma área aproximada de 100 metros de comprimento por 50 metros de largura.
“Vê-se o escudo de Portugal, a esfera armilar, portanto, por aí, estamos seguramente a falar de um achado de desígnio nacional muito semelhante àquilo que foi a Nossa Senhora dos Mártires [uma nau portuguesa também do Caminho das Índias, descoberta em 1994], utilizada como motivo da Expo98, só com uma diferença, porque esta está em melhor estado de conservação, daquilo que nos é possível ver à superfície. A área também é muito maior do que foi exumado na Nossa Senhora dos Mártires”, afirmou o diretor e mergulhador do projeto.